segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como montar um time campeão


Diante das frustradas expectativas da dupla Gre-Nal principalmente o Inter – que por vários anos começa o campeonato brasileiro como virtual campeão –, resolvi elaborar uma espécie de cartilha para montar um time vencedor. Ideias simples que ajudarão dirigentes incautos.
O primeiro passo é buscar um goleiro nas categorias de base do Inter que já foi uma escola de primeiro mundo. Qualquer guri que seja alemão e tenha a cara vermelha. Um iluminado que nos faça lembrar o “vai que é tua Taffarel”. Também pode ser um veterano goleiro em final de carreira, mas terá que ser alguém que tenha feito contrabando pelo rio Uruguai e arranhe no portunhol. Deve ser mulherengo e assíduo frequentador de prostíbulos de quinta categoria após os jogos de domingo. Tem que ter as mãos grandes, dedos tortos e o rosto com cicatrizes de entreveros com ferro branco.
Os zagueiros têm que ser dois brutamontes. Um deles tem que ser um castelhano que saiba recitar versos de Pablo Neruda e que tenha um cotovelo de aço. Tem que saber apreciar um bom vinho tinto. Pode ser chileno, argentino ou uruguaio e, no futuro, vir a ser candidato a vice-presidente em seu respectivo país. O outro deve ser do interior gaúcho e que tenha jogado descalço nas várzeas de Passo Fundo ou Santiago do Boqueirão. Se o sobrenome for Pontes tem a vaga garantida. Se for Perez manda embora.
Os alas não precisam saber jogar futebol. Basta terem um fôlego de leão e que tenham senso de direção para mandar a bola para o gol contrário. Curto e grosso: saibam dar balão para a área adversária.
Para o meio campo nós devemos buscar um guarda-roupa de quatro portas em Caçapava do Sul e mais dois castelhanos. Um uruguaio e um argentino. Necessariamente descendentes de tupamaros e montoneros. Os revólveres e as metralhadoras eles deixarão no vestiário. Por precaução será colocado detector de metais na entrada do gramado caso eles queiram entrar em campo com armas de fogo. Não seria leal com a equipe adversária.
Dois pontas de ofício e semi-analfabetos, mas com o mesmo senso de direção dos alas. Não precisa ter o mesmo fôlego, mas que treinem com chuteiras de ferro. E que sejam mandados pelas suas mulheres. Em casa devem dizer amém e no jogo partir o ala adversário ao meio.
O centro-avante não precisa ser humano, tem que ser alguém mais próximo dos macacos que saiba pular, xingar, levantar os braços e botar a cabeça na bola.
O técnico tem que usar expressões tipo: bosta, guampa, pata, corno e não deve chiar nas palavras com “s”. Se por um acaso resvalar e chiar nas palavras com “s” deve ser considerado “persona non grata” em toda a pampa “gaucha”. E despachado para seu estado de origem.
E todos devem ser tratados psicologicamente pelo analista de Bagé.
Enfim, cumprindo todo esse roteiro teremos times campeões, só não sei se será de futebol.

Um comentário:

maiquel disse...

Show Athos, matou a pau
Com esse time a gente vai longe... só não sei pra onde hehehe
Forte abraço