quarta-feira, 23 de julho de 2008

Batalha dos Aflitos

Cheguei em casa faltando cinco minutos para o início do jogo. Vinha de uma festa de aniversário de uma gremista e com a certeza de que era uma excelente oportunidade de o Internacional conquistar três pontos em Pernambuco.
O jogo contra o Náutico pelo campeonato brasileiro tinha algo de especial, pois estava envolto em brumas recentes de um confronto que poderia ser trágico e uma grande incerteza por ser no estádio dos Aflitos. Estava meio ansioso, para não dizer aflito, já que em tempos não tão remotos houve uma batalha naquele estádio que causou taquicardia em alguns torcedores do co-irmão. E esse desespero disfarçado de façanha foi eternizado em DVD.
O Internacional, mais uma vez, jogou bem, mas não transformou esse bom futebol em gols. No primeiro tempo, por três ou quatro oportunidades, o Nilmar desperdiçou as jogadas claras de gol. E, novamente, agora no segundo tempo, o árbitro deu um pênalti inexistente que nos deixa com a pulga atrás da orelha, pois esses pontos perdidos faltarão logo adiante, na disputa pelo título ou por uma vaga na Taça Libertadores da América.
Como tenho mania de perseguição e sou adepto da teoria da conspiração, acho que tem gente querendo melar nossa festa do Centenário em abril de 2009. Mas esses temas são de foro íntimo.
No segundo tempo o Internacional não foi o mesmo da primeira etapa – será que está faltando perna? –, mas no final o Nilmar, em posição duvidosa, pra não dizer em flagrante impedimento, empatou o jogo. Empatando, também, nas injustiças. Assim, os dois gols foram oriundos de jogadas mal-interpretadas pelo árbitro Rodrigo Cintra.
No entanto, quando o Inter empatou, faltando menos de cinco minutos para o término da partida, eu imaginei uma virada fenomenal e me lembrei de um Inter e Cruzeiro na década de 70 do século passado em que o colorado venceu por 3 a 2 virando o jogo em sete minutos. Já estava mentalizando um e-mail para o Vitorio Piffero sugerindo um DVD: A batalha dos aflitos II. Afinal de contas, tem clube que faz uma festança por qualquer vitória. Mas um simples empate não é motivo suficiente para a produção dessa batalha. E continuo aflito por uma vitória fora de casa, mas otimista com a chegada do castelhano D`Alessandro e do Daniel Carvalho.

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