quinta-feira, 3 de novembro de 2011

7.000.000.000º

Athos Ronaldo Miralha da Cunha
twitter.com/athosronaldo

No último dia 31 de outubro – que é consagrado às bruxas, mas que o Saci Pererê e o Drummond pegam uma carona – a população da Terra atingiu a marca dos 7.000.000.000 de habitantes.
Em pouco mais de uma década o mundo cresceu um bilhão de pessoas, pois em 27 de janeiro de 1998 completamos meros seis bilhõezinhos de seres. Então, podemos concluir que na Copa de 2022, no Qatar, seremos oito bilhões de torcedores.
Quem será o sétimo bilionésimo vivente do planeta? Segundo dados dos organismos internacionais que espalham gráficos e tabelas estatísticas, o guri nasceu na África. Não vou colocar em dúvida, alguém deve ter feitos profundos estudos para concluir que o sétimo bilionésimo terráqueo nasceu na madrugada do dia do ferroviário em algum lugar do continente africano.
No entanto, segundo os meus parcimoniosos estudos – demográficos e “teográficos”, bem entendido? –, o 6.999.999.999º habitante nasceu na hora da sesta em Restinga Seca ou na grande Formigueiro. Um dado importante é que esse taura tem 80% de chances de ser colorado e 20% de chances de ser do PT, mas são dados imprecisos, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Não tenho bases cientificas para saber onde nasceu o sétimo bilionésimo primeiro humano (esse número é mais fácil de escrever). Corre um boato que foi ali pras bandas do Boqueirão. Podemos afirmar com 99,99% de acerto que o guasca é Missioneiro, não, necessariamente, galo.
Está rodando um email na internet que calcula qual a sua colocação entre os habitantes desse mundão de Deus. Digitei minha data de nascimento e verifiquei que eu fui 3.057.099.650º e em toda a história da humanidade eu fui o 76.725.447.578º. Com esses números fiz uns desdobramentos para Mega-Sena, mas tudo foi em vão.
Somos sete bilhões de humanos e uma preocupação salta aos olhos ante aos olhares de uma legião de famintos, maltrapilhos, excluídos, amordaçados pela opressão, perseguidos políticos, ditadores e um sem fim de agruras proporcionadas pela má distribuição de renda. O fato é que sete bilhões de terráqueos lutam por uma vida melhor em um mundo mais solidário.
Se os donos do mundo que, volta e meia, se reúnem em torno de um G. Se o G4, G8, G20 ou qualquer G reunido, resolverem um pequeno percentual da miséria dos homens e mulheres que suplicam por um prato de comida, podemos crer que os bilhões das próximas décadas terão uma vida melhor.
Enfim, se os humanos irão viver num mundo mais igualitário é uma aposta. Uma aposta que só será perdida quando os oito, nove ou dez bilhões que virão não tiverem mais um horizonte utópico. Aí pouco importa se a cidade natal do décimo bilionésimo humano for Restinga Seca, Formigueiro ou Paris. Pois, o que seria da vida na Terra se nos tirassem a possibilidade de sonhar?

Um comentário:

Wilson Leite disse...

Olá Athos,

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cyrogarcia@bol.com.br

Sds,